quinta-feira, 26 de agosto de 2010

My Paper Sunglasses (Otávio Santiago)

"Artistas das mais diversas áreas, convocados a fazer uma intervenção sobre as lentes de papel, se deixam a fotografar “enxergando” através das próprias criações. E os óculos aparecem agora como um painel, em cuja superfície o artista projeta um ponto de vista peculiar: a imagem de si mesmo que sempre quis ver ou, melhor, exibir."






Participe também: http://mypapersunglasses.posterous.com/pages/participe-1

Disse que me disse: nada melhor do que uma renovação no apartamento

Antes :(






Depois :)












(design desconhecido)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

SketchUp: Casa em Futamatagawa (vídeo)

video

Resenha: Hertzberger, Jane Jacobs e Vagas Volantes

O número de veículos em ruas só vem aumentando, fazendo com que as metrópoles executem projetos de ajuste viário, como criação de vias expressas, causando grandes pertubações. Os projetos vão na contramão do passado das cidades e isso pode ser percebido claramente na obra de Jane Jacobs, Morte e Vida de Grandes Cidades.
Um fato muito discutido pela autora é a questão da sociedade antiga, que fazia das ruas uma área de lazer, com brincadeiras e conversas, trazendo circulação e vitalidade para aquele lugar, coisa que hoje não se encontra.
Pensando urbanisticamente e arquitetonicamente podemos reverter essa situação. Os carros ocupam um espaço cada vez maior nas ruas. Sendo assim, nada melhor que ocuparmos esses lugares para mostrar outros significados desse espaço.
Foi isso que fizemos. Em minha turma, no último dia 19, cada trio de trabalho mostrou uma visão. O meu particulamente criou um parquinho todo feito de pneus pintados imitando faixas de impedimento (listradas de preto e amarelo).
Uma grande dúvida era a interação das pessoas, principalmnte as crianças. Será que elas, acostumadas aos videogames e computadores, iriam se adaptar? A melhor maneira de resolver essa falta de interação é a partir de uma frase retirada do Lições de Arquitetura, escrito por Hertzberger: "o espaço deve sempre ser articulado para criar lugares, unidade espaciais cujas dimensões e níveis de demarcação possam torná-las capazes de acomodar o padrão de relações dos que võ usá-las". Logo, propusemos que as crianças sintissem-se parte do espaço.
A nossa proposta quis desenvolver um local que retomasse o passado, com ruas livres, alegres e cheias de pessoas, uma vez que hoje encontramos apenas carros e mais carros, que dominam o espaço. Queremos uma área onde cada pessoa possa fazer o que bem entender, com tranquilidade e liberdade.
Apesar de a interação não ter sido satisfatóriamente verificada, nós, arquitetos e urbanistas em formação, não podemos desistir de buscar uma resolução para problemas como esse. Essas ruas, pouco interativas com seus moradores, deveriam se tornar uma extensão de suas casas, de forma a criar um ambiente mais amigável e seguro. Hertzberger, em seu livro, mostra estratégias para a efetivar esse contato. Seguindo essas orientações, fica mais fácil alcançar o ambiente sugerido por Jane Jacobs.

Disse Que Me Disse: a cidade de Franz Ackermann


Seus trabalhos sempre estão relacionados à cidade. Ackermann espressa em suas pinturas a cidade em si, por meio de mapas, fotos, fachadas, e a sua própria impressão da mesma, por meio de elementos abstratos, cores e o modo como compõe a obra. É seu costume usar cores vibrantes, além de estruturas de madeira e aço para compor suas instalações. Normalmente retrata as cidades que já visitou (já fez uma volta ao mundo), sendo comum retratar, no mesmo quadro, várias cidades diferentes. Franz tem paixão pela região dos trópicos e mostra tanto o lado belo das cidades, quanto a destruição existente nela ou por ela provocada.

Segue um coméntario retirado do site www.revistamuseu.com.br/galeria.asp?id=7957 que sintetiza a obra de Ackermann.
"Este é o ponto de partida de Franz Ackermann. [...] sua escala de cores cria uma experiência visual totalmente nova, enquanto o seu traço audaz abre novos espaços pictóricos. Formas abstratas concorrem com modelos arquitetônicos; grades rígidas disputam com errantes bolas coloridas. A suspensão do fôlego no gesto artístico é superada apenas pela densidade da obra. Raramente uma só tela consegue abarcar energia tão concentrada, deixando a cascata de cores transbordar para a parede vizinha. O quadro passa a ser a encenação do espaço. Ackermann estabelece duro confronto entre suas luminosas cores, a passagem entre elas é abrupta, às vezes fesindo a harmonia. Ele descarta a lógica da composição tradicional - em vez de um centro evidente, há diversas perspectivas concorrentes que a princípio deixam o observador atônito, para, no momento seguinte, arrastá-lo num turbilhão de cores."

Receita Urbana: playground em uma vaga de carro

Nossa proposta de intervenção foi transformar uma vaga de carro em um playground todo feito de pneus.
Primeiramente tivemos a idéia de fazer pufes interativos com jogos de dama e painéis (estilo quebra-cabeça), uma gangorra de pneu, uma escada na árvore que funcionaria como escalada, uma cama elástica e carrinhos de pneu. Infelizmente, devido ao peso dos pneus e a dificuldade de manuseio desses não achamos viável a construção da escada.
Apesar de ser destinado para crianças, preferimos não pintar os pneus de diferentes cores e sim com tinta amarela, simulando faixas de interditado.

Pufes
Materiais:
• 2 Pneus
• 4 parafusos grandes e grossos
• 4 porcas
• 4 ruelas
• 1 tampo de madeira do tamanho da circunferência do pneu (MDF ou compensado)
• Espuma
• Pano
• Cola-quente
• Martelo
• Prego
• Furadeira
Fazer quatro furos em cada pneu usando a furadeira. Os furos devem ser feitos formando uma cruz no pneu. Juntar os dois pneus com a fixaçao dos quatros parafusos com suas respectivas porcas e ruelas prendendo a base de um ao topo do outro.


Para estofar :
Recorte o pano no tamanho suficiente para que ele cubra o tampo com as espumas e que ainda sobre um pedaço nas bordas do tampo para que seja possível fixá-lo. Para a fixação utilize cola-quente e reforce pregando alguns preguinhos finos.


Pufe tabuleiro de dama:
Neste caso pintamos no pano branco, utilizado para o estofar, o tabuleiro de dama.
Materiais :
• Pano branco
• Tinta de tecido na cor preta
• Pincel
• Acetato
Cortar o acetato de forma quadriculada, em forma de tabuleiro de dama, deixando pequenos quadrados vazios e outros preenchidos com o acetato intercalando-os. Ao final,uma trama se formará. Fixar a trama no pedaço de pano utilizando uma fita crepe. Pintar os espaços vazios da trama sobre o pano com a tinta preta. Esperar secar e retirar a trama.



Pufe quebra-cabeça
A idéia desse puffe era proporcionar às crianças liberdade, possibilintando a cada uma montar seu painel como bem desejasse. Para isso, nós fizemos vários elementos que compõe a nossa paisagem no dia-a-dia: carrinhos, nuvens, árvores, casas, sol... Cada elemento desse tinha suas parte recortadas então a criança poderia montar sua casinha com diferentes tipos de talhados, janelas e portas. Na árvore, assim como nas casinhas, a criança tinha como alterar a copa e o tronco. Os carrinhos também foram “desmontados” e a criança colocaria a porta de uma cor e a traseira de outra se quisesse, por exemplo.
Para que isso fosse possível utilizamos:
• Pano tipo feltro de várias cores
• Um pedaço de feltro branco para estofar o pufe montagens
• Velcro
• Termolina leitosa
• Pincel
• Cola-quente
• Tesoura
Recortar o feltro formando os elementos desejados: telhado, janela, copa de árvore, etc... (use sua imaginação). Passar Termolina Leitosa em cada pecinha desses elementos para que o feltro não rasgue com facilidade (A termolina deixará o pano mais rígido).
Recortar o velcro em pequenos pedaços e colar um pedaço no verso de cada pecinha dos elementos (somente após a secagem da termolina). Obs.: A parte do velcro que deve ser colada nas pecinhas deve ser a parte mais rígida, pois ela colará no estofado do puffe, que funcionará como um painel para que as crinaças possam fazer suas montagens.





Gangorra
A idéia de colocá-la surgiu com o intuito de resgatar um brinquedo tão antigo, mas que até hoje faz a alegria das crianças, talvez pela sensação de liberdade, de poder quase voar... algo que infelizmente as crianças não tem mais nas nossa cidades metropolintanas... Falta espaço, falta liberdade pra ser criança...
Materiais:
• 1 Pneu
• 8 metros de corda de cizal
• Uma arvore com um galho bem resitente, disposto mais horizontalmente
Jogar a corda por cima do galho da arvore. Envolver o pneu com as duas pontas da corda e dar um nó muito resistente, para que a gangorra seja capaz de agüentar o peso de um adulto.

Carrinho
Os carrinhos foram os objetos que ampliavam as possibilidades de expansão do espaço da vaga. Os pneus são pesados, portanto a criança movimentaria efetivamente apenas este brinquedo com rodinhas. A idéia de pôr rodas em uma roda em uma vaga de carro também brinca com o conceito do trabalho.
Materiais:
• 1 pneu
• 4 rodinhas
• 2 eixos
• 8 roscas e 8 arruelas
• Cola instantânea (superbonder)
• Furadeira
Fazer dois furos próximos em um lado do pneu e dois paralelos no outro lado para passar o eixo onde ficarão as rodinhas.
Encaixar as rodinhas em cada extremidade do eixo com rosca e arruela e, para o eixo de rotação ficar fixo, pôr cola instantânea.



Cama Elástica
Qual criança (ou adulto!) não gosta de uma cama elástica, pois bem, resolvemos utilizar outra parte do pneu para fazer a trama da cama que é a câmara de ar, uma vez q é mais fácil para cortar e costurar, além de ser maleável ao pular.
Materiais utilizados:
• 1 pneu
• 1 câmara de ar
• 5 metros de corda de varal
• Espumas
• Tesoura
• Furadeira
Cortar a câmara de ar em tiras iguais, cerca de 3cm de largura e comprimento de acordo com o pneu escolhido. Mas não se esqueça de esticar a as tiras, pois elas podem ficar frouxas.
Costurar (de preferência em um sapateiro) as tiras a partir de dobramentos nas pontas uma vez que a corda irá passar por dentro do dobramento.
Furar o pneu em toda borda fazendo dois furos “colados” de 3 em 3 cm
Passar a corda de furo por furo, prendendo a cada espaço de 3 cm uma tira de câmera de ar. Quando já tiver colocado metade, começar a fazer uma trama parecida com o xadrex, além de ir passando uma hora por cima outra hora por baixo até obter toda a trama.
Pôr bastante espuma por baixo dessa trama para distribui o peso da pessoa e não forçar tanto as tiras.



Como pintar os pneus
Como resolvemos pintar os pneus simulando faixas de interditado isso resultou num trabalho maior. Para que isso fosse possível precisamos de uma fita durex larga e com ela fizemos a parte preta da faixa de interditado. Passamos a fita envolvendo o pneu e só depois pintamos com a tinta amarela. Aguardamos a secagem e retiramos as fitas, então tivemos uma pequena faixa amarela e uma preta (onde estava a fita) e assim sucessivamente por toda parte externa do pneu.
Material:
• Tinta à óleo ou esmalte sintético na cor amarela
• Fita adesiva larga, tipo durex
• Pincel
• Aguarrás (para limpar o pincel)



Para finalizar, fizemos uma espécie de cerca com pneus deitados, de forma que houvesse um maior aproveitamento, já que além de delimitar, também pode haver interação com eles.
O parquinho de pneus é uma idéia que já existe a algum tempo, mas continua interessante por reutilizar os pneus que são facilmente conseguidos e proporcionam, como unidade, uma potencialidade bastante grande. O playground pode dar muito trabalho, principalmente ao pintar os pneus, mas ao vê-lo pronto e, mais que isso, ao ver as crianças utilizando, percebemos a reação àquilo que imaginamos... as novas formas de apropriação que podem surgir. Ficamos muito satisfeitos ao ver o resultado e foi um ótimo meio de aprendermos a elaborar uma idéia e pô-la em prática, lidando com as limitações de materiais, estruturação e financeira que dispunhamos.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Archigram








Um projeto urbanístico de cidades andantes que seria difícil de ser realizado, uma vez que cada pessoa gostaria de estar em um lugar, se pegassemos a ideia de mobilidade e juntassemos com as casas seria mais interessante, mas isso não tira o merito do Archigram de discutir tal questão tao a frente do seu tempo.

Um ponto relevante e interessante do Archigram é a qualidade das suas apresentações gráficas, que são autoexplicativas. Uma vez que cada projeto fala por si só, podendo ser "lido" mais subjetivamente.