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sexta-feira, 14 de maio de 2010

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Canalizar ou não: qual a solução?

Canalizações, como a do Ribeirão Arrudas em Belo Horizonte, nem sempre são a melhor solução para os cursos d'água nas grandes cidades.

A reportagem que mais relevante que achei das edições 11 e 12 do Manuelzão é a que discuti a cananalização (tanto aberta quanto fechada) dos córregos presentes nas cidades e nas áreas industriais um tema que envolve completamente com o nosso projeto de intervenção no Rio Arrudas.
Com o desenvolvimento da cidade muitos acreditam que a solução seja canalizar, mas isso só esconde o problema, empurrando-o para frente, uma vez que esse processo é caro e inadequado ambientalmente. A canalização, como é feita atualmente, traz muitos erros, pois prioriza a resolução de problemas do sistema viário das ruas e avenidas e não resolve os problemas de poluição ao longo do curso do córrego.
O certo seria o saneamento dos cursos d'água, despoluindo e preservando suas margens, além da valorização de seu curso. Também implementando coleta de lixo, coleta e tratamento do esgoto, planejamento da ocupação e uso do solo, além de uma campanha de educação ambiental.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Intervenção no Arrudas (segunda parte)




Hoje em dia, parte do Rio Arrudas segue seu curso de forma praticamente imperceptível para as pessoas à sua volta. Isso se deve ao fato de o mesmo, passadas algumas obras no local, ter sido tampado por asfalto e concreto, sendo a visualização do mesmo possível apenas por algumas frestas deixadas na estrutura projetada para os pedestres.

Especulações indicam que, no futuro, essa obra realizada em parte do rio se estenderá por todo o seu curso dentro da capital.

No papel de arquitetos e urbanistas em formação, pensamos em uma intervenção mais “saudável”, tanto no rio, quanto em sua volta.

Como ponto de partida, nada mais importante que cuidar da qualidade da própria água, com a implantação de estações de tratamento de esgoto e o controle do despejo de lixo, tanto doméstico, quanto industrial no local. Tais medidas já seriam um grande diferencial na área, que hoje é marcada pela poluição e mau cheiro.

Os paredões de concreto que cercam o rio, chamados de galerias, serviriam de inspiração para o surgimento de uma diferente manifestação: como galerias de arte. Os artistas belo-horizontinos ali encontrariam espaço para divulgar seus trabalhos de uma forma inusitada e bastante chamativa. E as manifestações seriam as mais diversas, desde grafiteiros, pintores e escultores, até poetas, já que a exposição dos trabalhos ficaria livre à imaginação do artista, podendo ser um desenho, uma pintura, um texto...

Do lado de fora do rio, pensamos na criação de espaços relaxantes e atrativos. Seriam pistas de cooper dos dois lados do Arrudas, sendo que uma delas ocuparia uma pista hoje destinada a automóveis. Muitas árvores em volta do rio fariam dessas pistas locais adequados para caminhadas, por causa da sombra por elas proporcionada.

Haveriam pontos de empréstimo grátis de bicicletas. Toda e qualquer pessoa poderia usufruir desse serviço, sendo necessário apenas o arquivamento de um documento durante o período de empréstimo.

Por fim, pensamos na implantação pontes que ligassem os dois lados do rio e funcionassem como locais de observação do Arrudas e das manifestações artísticas nele encontradas. O mesmo se daria nos quiosques localizados ao longo das pistas de cooper, onde as pessoas teriam a oportunidade não só de assentar-se para comer ou beber algo, mas também de relaxar e admirar seu entorno.


sábado, 10 de abril de 2010

Intervenção no Arrudas (Princípio)


Duas das características mais marcantes do rio, hoje em dia, são a poluição e odor desagradável. Para torná-lo um atrativo na cidade, a primeira atitude a ser tomada deve ser acabar com o lixo que ali é jogado e criar estações de tratamento de esgoto para que o mesmo nao seja despejado diretamente no rio. O Arrudas é envolvido por uma estrutura chamada galeria, que pode servir de inspiração para um novo uso: como uma galeria de arte, e nada melhor para representar a cidade do que a arte urbana, a grafitagem. Seria um convite aos grafiteiros de BH, que poderiam mostrar seu talento de forma a enriquecer a cidade e tornar atrativo um local hoje repulsivo. Além disso, refletores coloridos serão ligados durante a noite chamando a atenção para o rio.Para adequar o entorno do rio aos visitantes, propusemos a instalação de pistas de caminhada e espaços de observação do Arrudas e da arte nele encontrada.
(André Braz e Renata Lafetá)