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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Disse Que Me Disse: a cidade de Franz Ackermann


Seus trabalhos sempre estão relacionados à cidade. Ackermann espressa em suas pinturas a cidade em si, por meio de mapas, fotos, fachadas, e a sua própria impressão da mesma, por meio de elementos abstratos, cores e o modo como compõe a obra. É seu costume usar cores vibrantes, além de estruturas de madeira e aço para compor suas instalações. Normalmente retrata as cidades que já visitou (já fez uma volta ao mundo), sendo comum retratar, no mesmo quadro, várias cidades diferentes. Franz tem paixão pela região dos trópicos e mostra tanto o lado belo das cidades, quanto a destruição existente nela ou por ela provocada.

Segue um coméntario retirado do site www.revistamuseu.com.br/galeria.asp?id=7957 que sintetiza a obra de Ackermann.
"Este é o ponto de partida de Franz Ackermann. [...] sua escala de cores cria uma experiência visual totalmente nova, enquanto o seu traço audaz abre novos espaços pictóricos. Formas abstratas concorrem com modelos arquitetônicos; grades rígidas disputam com errantes bolas coloridas. A suspensão do fôlego no gesto artístico é superada apenas pela densidade da obra. Raramente uma só tela consegue abarcar energia tão concentrada, deixando a cascata de cores transbordar para a parede vizinha. O quadro passa a ser a encenação do espaço. Ackermann estabelece duro confronto entre suas luminosas cores, a passagem entre elas é abrupta, às vezes fesindo a harmonia. Ele descarta a lógica da composição tradicional - em vez de um centro evidente, há diversas perspectivas concorrentes que a princípio deixam o observador atônito, para, no momento seguinte, arrastá-lo num turbilhão de cores."

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Archigram








Um projeto urbanístico de cidades andantes que seria difícil de ser realizado, uma vez que cada pessoa gostaria de estar em um lugar, se pegassemos a ideia de mobilidade e juntassemos com as casas seria mais interessante, mas isso não tira o merito do Archigram de discutir tal questão tao a frente do seu tempo.

Um ponto relevante e interessante do Archigram é a qualidade das suas apresentações gráficas, que são autoexplicativas. Uma vez que cada projeto fala por si só, podendo ser "lido" mais subjetivamente.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Inhotim


Sob a indicação dos professores Roberto e Cristiano, acabei por fazer um dos passeios mais agradáveis e instrutivos. Esse passeio foi em Inhotim, um complexo museológico e ambiental cuja visita posso classificar como imperdível. Explicarei o porquê ao longo deste texto.


O Instituto Inhotim, criado em 2005, localiza-se em Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte (MG) e possui não só um grande acervo de obras de arte contemporânea como também uma esplêndida coleção botânica. Pode-se chegar ao local de carro ou através de um ônibus que sai da rodoviária da capital mineira.

Dentro de um parque ambiental de rara beleza, pode-se visitar um grande número de pavilhões-galerias com arte contemporânea de inestimável valor.



Como informa o site de Inhotim, "a enorme variedade de plantas faz de Inhotim um local onde se encontra uma das maiores coleções botânicas do mundo, com espécies tropicais raras e uma reserva florestal que faz parte do bioma da Mata Atlântica".



Além dessa fabulosa coleção botânica temos o conjunto das obras de arte, ora dentro das galerias, ora a céu aberto. Possui pinturas, esculturas, desenhos, fotografias, vídeos e instalações de artistas brasileiros e internacionais.



O trabalho de paisagismo é admirável. Fica, inclusive, difícil se decidir se deve estar em contato com a natureza ou com a arte dentro de Inhotim. As inúmeras árvores, flores, frutos e lagos nos convidam à contemplação demorada e relaxada. Nada de pressa por aqui. Por isso, é bom chegar cedo e só sair ao fim da tarde, quando o parque se fecha sob o belo entardecer.




Mais informações: www.inhotim.org.br

terça-feira, 1 de junho de 2010

Disse Que Me Disse : AO ALCANCE DO OLHAR

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O projeto "Ao alcance do olhar" pretende traze para o Centro de Cultura de Belo Horizonte temas que dizem respeito à região do hipercentro de Belo Horizonte e que, portanto, dizem respeito a toda a população. A ideia do projeto é fazer com que o homem pense, discute, problematize, enfim, olhe e busque compreender aquilo que se constitui elemento da identidade belo-horizontina.

A primeira exposição do projeto propõe uma abordagem de três praças que são, desde os primeiros anos de Belo Horizonte até os dias de hoje, referências na paisagem urbana. "Rui, Sete e Raul: memórias de praças do hipercentro" apresenta relevantes imagens que atestam as muitas transformções ocorridas nesses espaços. Transformações que, ao longo dos anos, acompanharam as mudanças do modo de viver dos cidadãos e da forma destes relacionarem com a cidade.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Disse Que Me Disse: tecendo caixas


O pavilhão (Serbia) da Shangahai Expo 2010 utiliza-se como fachada os padrões da artesania textil, fazendo uma analogia com o tecido urbano, como uma tecelagem, que requer os seus próprios códigos e tramas para tecer a sua identidade cultural.

O design dos padrões tradicionais tem sido traduzido para a fachada, através da composição de quatro modelos de caixas plásticas, seis cores diferentes (verde, laranja, azul, vermelho, amarelo e branco).



Mais informações: http://www.serbiaexpo.rs/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Disse Que Me Disse : as sete colunas arquitetônicas de BH

As mudanças na arquitetura da região mais movimentada da capital retratam as etapas do seu desenvolvimento urbano, desde que a cidade foi fundada até ela se consolidar como metrópole. Essa metamorfose é dividida pelo arquiteto Carlos Roberto Noronha, presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, em sete fases de transição. Seis são simbolizadas por colunas de edificações e a última pela estrutura montada para iluminar o quarteirão fechado da Rua Rio de Janeiro, entre a Rua Tamoios e a Praça Sete. "As colunas foram pesquisadas em edificações religiosas, públicas, industriais, residenciais, comerciais e espaços públicos. São elementos gráficos que representam imóveis ainda existentes no Centro, elementos tipológicos referenciais aos diferentes estilos arquitetônicos", destaca Noronha.


Capela do Rosário (Aarão Dias): as suas colunas são elementos recorrentes em construções do ecletismo, estilo utilizado no fim do século 19 e início do 20.


Edifício Industrial (Francisco Izidro Monteiro): a segunda tipologia de colunas representa a criatividade dos artífices na composição de elementos decorativos.


Prédio da prefeitura (Luiz signorelli): possui colunas que representam o art déco, com forte presença nos anos 1930 e 1940. Sua composição é marcada pela base retangular e frisos horizontais.


Edifício Argélia (Tarcísio Silva): é uma composição sem elementos decorativos, revestida com pastilhas em cerâmica, material recorrente na arquitura modernista.


Edifício Pilar e Alagoas (Geraldo Ferreira Lima): a quinta coluna é elemento estrutural em forma de V, muito utilizado em edificações projetadas nos anos de 1950, principalmente por Niemeyer.


Prédio 527 (Uriel de Moura Santiago): é um pilar retangular, recoberto com pedras irregulares, utilizado nos anos de 1970.


Estrutura de quateirão fechado da Rio de Janeiro (Gustavo Pena): trata-se de estrutura em aço para iluminação, material muito presente na arquitetura contemporânea.

Fonte: Estado de Minas - 11 de abril de 2010 - Caderno Gerais