sexta-feira, 26 de março de 2010

CGJK – Condomínio Governador Juscelino Kubitschek (Garimpo)

Este edifício surpreendentemente enorme foi projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer nos anos de cinquenta, Juscelino Kubitschek (na época governador de Minas Gerais) pretendia criar um marco modernista de luxo na história de Belo Horizonte.

“(...) O Conjunto caracterizará a silhueta da cidade e já se prediz que constituirá ele, na impressa e na tradição oral, a ‘marca registrada’ de Belo Horizonte, ou seja, o que é a Torre Eiffel para Paris ou o Rockefeller Center para Nova York”.

Juscelino Kubitschek de Oliveira, Jornal Tribuna de Minas, 1952


Um edifício dividido em dois blocos de 26 e 36 andares assume-se como lugar de passagem e de moradia permanente, serviços rodoviários, de hotelaria, funcionalidade moderna com amplo espaço para convivência, restaurantes, museu de arte, boate, teatro, cinema, “jardim encantado”, “restaurante americano onde tudo é rápido e o serviço é extremamente econômico” constituem o projeto que foi vendido com simulações da vida cotidiana dos indivíduos que pro ali passariam ou morariam.

Utilizando o significado de utopia do autor Teixeira Coelho, “a esperança de que aquilo que não é, não existe, pode vir a ser; uma espera, no sonho, de que algo se mova para a frente para o futuro, tornando realidade aquilo que precisa acontecer, aquilo que tem de passar a existir”, podemos perceber que o Governo desejava ter um novo modo de vida urbano, planejado estrategicamente em uma parceria entre os setores público e privado com a intenção de fazer deste um marco, um local de moradores, usuários e freqüentadores, uma “cidade” dentro da cidade, que nos seus arredores e interiores encontram-se todos os suprimentos necessários para propiciar aos cidadãos um modo de vida moderno. Caracterizando como um espaço heterotópico, diferente de qualquer outro prédio existente em Belo Horizonte.

Observa-se que o projeto não se completou ou foi desvirtuado de suas funções originais. Deixando o seu caráter heterotópico, assumindo a isotopia uma vez que comparado a outro prédio da metrópole se expressam e se leem de modo que se possa aproximá-los.

“A diferença ‘isotopia-heterotopia’ só pode ser concebida corretamente de uma maneira dinâmica. No espaço urbano, sempre acontece alguma coisa. As relações mudam; as diferenças e contrastes vão até o conflito; ou então se atenuam, são erodidas, ou corroídas.” (LEFEBVRE)

A rotina do CGJK vai se formando durante os dias, envolvendo pessoas e manequins.


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quinta-feira, 25 de março de 2010

Brasília no litoral?

Para quem acompanha apenas o noticiário político e meteorológico, Brasília restringe-se ao quadrilátero da Praça dos Três Poderes, com parlamentares e ministros engravatados, magistrados togados e multidões de funcionários públicos, além do clima seco, que esturrica a região central do país durante seis meses seguidos.



Nos últimos anos, porém, Brasília tem mostrado uma outra face da capital – o Paranoá, lago criado com a construção da cidade, durante o governo de Juscelino Kubitschek, com o objetivo de aumentar a umidade em suas proximidades. O lago abraça a cidade de norte a sul, possui águas límpidas e está-se tornando um epicentro de lazer e esportes.
O Paranoá é formado pelas águas represadas do riberão Paranoá, com algumas praias artificiais, como a "Prainha" e o "Piscinão do Lago Norte". Ao redor do lago há vários bares, hotéis e restaurantes, e nele encontra-se a barragem do Paranoá, que produz energia hidrelétrica.


Com uma freqüência cada vez maior, a paisagem do lago nos fins de semana é marcada por lanchas, jet skis e barcos, além de esportistas praticando remo, vela, fazendo curso de mergulho ou uma variação do surfe para águas sem ondas, o kitesurf, que mistura prancha com pára-quedas.




São mais de 10.000 embarcações registradas na Delegacia Fluvial do Distrito Federal, o que já confere a Brasília o título de dona da terceira maior frota de embarcações do país, atrás do Rio de Janeiro e de São Paulo, estados com uma ampla costa oceânica.


Hoje, o Paranoá tem taxa de balneabilidade superior a 93%, o que é considerado uma marca excepcional. Em alguns pontos, a água é tão cristalina que faz lembrar até as paradisíacas praias de Angra dos Reis.





quarta-feira, 24 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Disse Que Me Disse: pinte seu telhado de branco


Se você viu o filme Uma Verdade Inconveniente, do Prêmio Nobel da Paz Al Gore, sabe que a cor branca dos pólos reflete de 80 a 90% da luz solar. Aplicando a mesma teoria, é possível traçar um paralelo para a realidade de sua casa.

Já que não dá para trazer a neve para casa, por que não a cor branca? Pintar telhados e paredes de branco pode fazer com que até 90% da luz incidente seja refletida, já que a tinta dessa tonalidade rebate de 50 a 90% dos raios solares. Enquanto isso, a tinta vermelha ou marrom só reflete de 20 a 35%.

Se as cidades do mundo pintassem seus telhados de branco de todos os seus edifícios e casas, iríamos diminuir consideravelmente a temperatura do planeta. Apesar dos telhados verdes serem uma solução muito mais eficiente e funcional contra o problema do aquecimento global, pintar os telhados de branco seria uma solução rápida e significativa.

- CARARO, Aryane. Eco sim. Chato não. http://planetasustentavel.abril.com.br, 17 de março de 2010
- MORAES, Bruno Bertante de. Pinte seu telhado de branco. http://www.aeacursos.com.br, 17 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Início

"Na arquitetura estão inscritas as vontades mais puras e duradouras do coração dos homens. A história da cultura e da sociedade repousa em grande parte nas formas arquitetônicas; pois a vontade de um povo se manifesta na forma dos templos de seus deuses, dos palácios de seus reis. Quando uma civilização desaparece, no imenso decorrer dos tempos, somente nas pedras dos edifícios desmantelados é que se vão encontrar os marcos dessas culturas e, nas diferenciações dessas pedras, na maneira de erguê-las ou agrupá-las, é que estão as diferenças das raças, dos povos e das culturas. É por isto que podemos dizer que a primeira história, a primeira literatura, foram escritas na pedra, nos muros e nas colunas, nas arquitraves e nas abóbodas. Desde a antigüidade os muros das construções foram os primeiros órgãos de informação, resumos da vida social dos povos; o primeiro papel aonde se inscreveram as páginas da história; o papel onde ainda se inscrevem as mensagens para o futuro. E escrever estas mensagens, cabe ao arquiteto."
Joaquim Cardozo